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26 de novembro de 2015

Expectativas e realidades.

pensamentos, ideias, fantasias e ilusões

     As pessoas mudam durante o intercâmbio: elas crescem, se descobrem e melhoram. Quando voltam para casa, os outros se surpreendem com tanto amadurecimento, crescimento, bláblá e blá! Foi isso o que eu sabia ao iniciar o meu intercâmbio e ouvi, de mais de uma pessoa, que eu iria explodir... Então, em cima disso, eu criei expectativas.

     Eu acreditei que tudo mudaria. Eu, as pessoas, o mundo. Planejei não voltar, listei num caderno várias coisas e dei "até logo" pensando que era adeus. Me vi trabalhando, viajando, rindo, tirando foto na neve, sendo realmente outra pessoa, uma melhor, mais feliz... E agora, ao olhar no calendário e me dar conta de que ontem completei dois meses de retorno, me sinto um tanto desapontada.

     É foda, porque eu realizei um sonho; passei quase oito meses fora de casa, morando sozinha, conhecendo pessoas de outros países, falando inglês. Eu passeei pelas ruas de Londres e tirei foto na Torre Eiffel. E, apesar de ter sido incrível, só consigo pensar em como é triste que não tenha atendido a todas as minhas expectativas. O quão ingrato isso é?

     Foi bom sim, faria de novo, mas foi triste quando bateu a vontade de voltar. Quando eu via alguém que fez intercâmbio, achava tão maravilhosamente incrível e me perguntava como a pessoa voltou depois de ter vivido fora... Então ao fazer o meu, as coisas ocorreram diferente do que eu esperava. E, depois de dois meses desde que pisei no Brasil de novo, me encontro sendo a mesma pessoa, no mesmo quarto, com as mesmas dúvidas.

     É claro que ao olhar pra trás, por tanta coisa pela qual eu passei - tantos choros, tantas alegrias, dificuldades e encantamentos - eu sei que eu cresci. Eu tive que fazer coisas por mim que eu nunca havia feito, me superei em um bocado de situações, mas agora parece tudo fruto de um sonho distante. Uma vida vivida por um outro alguém... Então, sinceramente, eu esperava mais.

     Não é que me decepcionei com a experiência, o país, a escola, as pessoas... É que eu esperava mais de mim. E é difícil quando você olha pra trás, então olha para o presente, e percebe que não pode culpar ninguém pela vida que leva além de si mesmo... E, mesmo sabendo que talvez eu esteja sendo mais dura comigo do que eu deveria, não consigo deixar de me perguntar em que ponto eu "falhei".
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