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12 de março de 2015

Sendo gente grade.

mulher, crescer, amadurecer

     Há poucos dias atrás foi o Dia Internacional Da Mulher, o que - com meus 24 anos - já sou há algum tempo. Porém essa foi a primeira vez em que realmente me senti merecedora desse título. Antes quando as pessoas me parabenizavam, eu agradecia e achava graça, mas dessa vez foi diferente.
     Desde que saí do Brasil (em 05/02/2015), passei a ser responsável por mim mesma de forma completa. Até então eu morava com meus pais, não pagava nenhuma conta, não fazia nenhuma compra ou qualquer coisa do tipo. Meus pais sempre arcaram com o necessário e, com o meu próprio dinheiro, eu comprava coisas que me deixavam feliz, mas que eram supérfluas de certa forma.
     Em casa meu pai que mexia com banco e contas, minha mãe cuidava da roupa, casa e comida. Eu cuidava do meu umbigo e só. Aqui eu precisei abrir uma conta no banco, pegar ônibus (raramente eu fazia isso no Brasil), fazer compras no mercado (coisas necessárias, não só chocolate e besteiras), arranjar uma casa pra morar, pagar aluguel e depósito, fazer mais compras, cozinhar... Tudo isso sozinha e em inglês.
     Uff, cansei e fiquei sem fôlego só de lembrar. Lembrar de como foi difícil tomar uma decisão sem ter ninguém para me ajudar ou dizer que eu estava no caminho certo. Sinceramente acredito que essa tenha sido a parte mais difícil. Ter que decidir, por exemplo, se a casa "X" é boa o suficiente, se o preço vai dar pra pagar, se os outros moradores são agradáveis... E a localização, será que é boa? E aí eu achava que a casa não era boa o suficiente, mas depois começava a pensar se eu estava sendo muito exigente e aí minha cabeça parecia que ia explodir e eu não tinha uma única alma pra me dizer que eu fiz a escolha certa. E, e, e... Eram "es" demais pra uma pessoa só!
      Hoje, olhando pra trás, vejo que é assim que a gente cresce. Eu me tornei mulher, não quando fiz aniversário, mas quando meus ombro queriam se curvar diante do peso em cima deles, mas eu não deixei. Eu respirei fundo, arrumei minha postura, ergui a cabeça, engoli o choro (ok, essa última parte foi mentira!) e continuei indo em frente, tomando as decisões da melhor forma que eu pude.
     Então no dia oito, quando me desejaram parabéns, eu sorri, acenei com a cabeça e agradeci. Me dei conta, pela primeira vez, que eu realmente me sinto uma mulher. Uma pessoa adulta, com responsabilidades e compromissos... O tempo passou e eu, ocupada demais, quase não percebi que eu finalmente cresci!
Não crescemos quando as coisas ficam fáceis, e sim quando enfrentamos nossos desafios.

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